Quarta-feira, 05 de Setembro de 2012

 

 

 

 

Sobre as dunas do tempo,

a memória de mim.

 

O tempo convenção

que mede as rotações

que nos geram os dias…

O tempo convenção

que mede as translações

que nos gerem os anos.

 

E neste fatalismo planetário,

a memória de mim

cavalga os movimentos

sobre as dunas do tempo.

 

E quando não houver

já memória de mim,

as mesmas rotações,

as mesmas translações,

várias, perdurarão

na dimensão do cosmo,

além da convenção

das dunas do tempo

finitas que inventei…

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 5 de Setembro de 2012.



publicado por Do-verbo às 18:08
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