Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

 

 

Ao Poeta

Para Daniel Cristal


Quando um Poeta da cidade desce
até ao campo desvalido e rude,
Um manto de papoilas refloresce,
ruborizando a minha solitude.

Vestido de roupagens de carinho,
trouxeste ao ermo o verbo em melodia...
Deixa-me atapetar o teu caminho
de pétalas de sonho e meio-dia.

Não tenho nem faianças, nem brocados...
Não tenho vinhos raros de delícia...
Não tenho nada igual ao que abandonas.

Mas tenho estes meus céus incendiados,
suave, a luz, em halos de carícia,
açorda de poejos e azeitonas...

*
José-Augusto de Carvalho
21.Julho.2003

Viana*Évora*Portugal

 



AO POETAMIGO

José-Augusto de Carvalho

De ti me chega o frémito da sina
na raíz, poeta eleito na excelência!
Ser poeta não se aprende nem se ensina,
Preciso é cavar no mundo da essência!

É uma sina sonhada como estigma
Da mão no estado puro da florescência;
Uma rudeza térrea duma signa
hasteada pelo povo da carência.

Com tapetes me albergas, refloridos,
Abres portas com gestos de ternura
Ao beirão que voltou aos tempos idos
Do meu avô Caetano na forja dura.

Herdei dele a voz da mansidão
Pelos amigos tidos no coração!

*
Daniel Cristal
22.07.2003



publicado por Do-verbo às 22:07
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