Terça-feira, 31 de Julho de 2012

 

Tela de José Malhoa * Foto Internet, com a devida vénia

 

 

 

 

À venda não estão as noites de luar
nem as antemanhãs da nossa inquietação…
À venda não estão o verde-azul do mar
nem barcas que ousem mais além do Cabo Não…
 
À venda não estão as ágeis andorinhas
que trazem o louvor de cada primavera…
À venda não está o sol que doura as vinhas
e o mosto a fermentar a raiva desta espera…
 
À venda não está o cais da nossa urgência,
em lágrimas de sal banhando os nossos pés…
À venda não está a mágica cadência
do sonho a baloiçar na angústia das marés.
 
À venda não estão os versos da canção
gemendo noite adentro a nossa condição…
 
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 30 de Julho de 2012


publicado por Do-verbo às 00:02
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Julho 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27

29
30


pesquisar neste blog