Terça-feira, 13 de Março de 2012
 
Perscruto a massa das palavras várias.
Com elas tento o por haver do verso:
O ritmo belo ou o fulgor das árias;
um arco íris de esplendor disperso.
 
E nada encontro para além do rito
vulgar e baço deste dia a dia...
Poeta-génio, assombração do mito,
que vida em ti além da minha havia?
 
Que flores belas de perfume raro?
Que sonhos lindos de esperança viva?
Que antemanhãs descortinaste ledos?
 
Aqui, confesso-me um lapuz ignaro,
olhando a vida que se esvai esquiva,
deixando-me hirtos os infrenes dedos...


 

José-Augusto de Carvalho
12 de Março de 2012.
Viana*Évora*Portugal

 



publicado por Do-verbo às 09:18
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Março 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
19
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


pesquisar neste blog