Sexta-feira, 12 de Março de 2010



 
Eu posso, até, acreditar na lenda,
sair da Vida e mergulhar no mito,
e ser, na lenda, a vida em que acredito:
a vida que na lenda se desvenda.

Eu posso, até, acreditar no grito
que, por milagre ou por feitiço, acenda
o fogo que morreu e rasgue a senda
de todos os caminhos do infinito.

Eu posso, até, acreditar em tudo
que possa, puro, germinar em mim
afagos delicados de veludo.

Eu posso, enfim, na sombra de Caim,
ser o remorso em sangue que desnudo
até saber quem sou e por que vim.
 

 

José-Augusto de Carvalho
Porto Alegre*Rio Grande do Sul*Brasil
13 de Dezembro de 2002.
Viana do Alentejo*Évora*Portugal
Revisto em 23 de Abril de 2009


publicado por Do-verbo às 01:00
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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