Domingo, 09 de Janeiro de 2011

 

As vítimas do tempo e o temos dos algozes.

Incómodo é, no tempo, o tempo em desafio.

Em cada pôr de sol, cinzento, insone e frio,

deslumbram-se, a sangrar, brutais apoteoses.

 

O tempo que se quer, no verbo o seu agir.

Eu sou, tu és, ele é, nós somos o sujeito.

O medo arranca, a frio, o coração do peito

e o corpo inerme cai, doendo, a sucumbir.

 

O tempo convenção, exacto e por medida.

O tudo e o nada, o perto e o longe, aquém e além.

O amor e a dor, a paz e a guerra, o mal e o bem.

No cativeiro jaz a terra prometida.

 

O tempo já cumprido e o tempo por cumprir.

Sem Judas nem Cains, o sonho a resistir.

 

 

José-Augusto de Carvalho

4 de Junho de 1997.

Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 07:36
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
25
26
27
28
29

30
31


pesquisar neste blog