Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
 
*
Na minha terra,  já rareia o trigo.
Ermos os campos, dói a solidão.
Até o duro pão que, em sopas migo,
estranho, sabe à dor da emigração.
 *
Oh, minha terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
Oh, terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
 *
Quando a saudade queima no meu peito,
os cravos secos gritam na memória!
Sinto, doendo, o sonho já desfeito.
Quem disse não ao rumo da História? 
 *
Oh, minha terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
*
Oh, terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
 *

   * 
José-Augusto de Carvalho
Julho de 2009.

Na música da canção napolitana «O sole mio».


publicado por Do-verbo às 07:16
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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