Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
 
Valeriano Luiz da Silva

 

 
É quando as sombras descem sobre a luz
e a vida já não pode ser mais nada
que, em ânsia de infinito, tremeluz
a paz, por dor e lágrimas velada.
.
Aqui, por entre flores de saudade,
sublimo a perfumada nostalgia
do sonho que se quer eternidade,
em arrebois de amor e poesia.
.
De ti, ficou, em nós, perene, o canto,
a parte que te coube da beleza
p’lo Céu doada a todos os poetas.
.
Em ti, ficou, de nós, doído, o pranto
que levas, por alturas de incerteza,
nas tuas asas livres e inquietas.
 
 
 
José-Augusto de Carvalho
24 de Fevereiro de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
Migrando para este novo espaço.


publicado por Do-verbo às 04:19
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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