Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2011

 

 

Alentejo que não tinhas

sombra senão a do céu,

como outras coisas não tinhas,

q1ue tens tu que seja teu?

 

A desilusão de um nome

e de filhos naturais,

uma bandeira de fome

e um céu distante de mais....

 

Mas na desgraça cantavas

um lamento em desvario,

num coro de condenados...

 

Levava o vento as palavras,

gemendo, num calafrio,

os assombros dos montados...

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 25 de Agosto de 1996


publicado por Do-verbo às 16:17
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
25
26
27
28
29

30
31


pesquisar neste blog