Sexta-feira, 22 de Abril de 2011
        

 

 

 

Os mistérios do verbo, imprecisos evolam,

no devir, os sinais --- desencontros e esperas.

Ansiedades de mim que em fogueiras se imolam

e renascem da cinza a florir primaveras.

 

 

São gorjeios na noite inventando as auroras,

madrigais irisando aguarelas de rimas!

Versos de alma, talvez, segredando-me as horas

em que vens, devagar, e o feitiço sublimas...

 

 

Foi o mar que te trouxe, embalada nas ondas,

polvilhada de espuma e promessas de sal...

E na barca de mim, à deriva e sem sondas,

naufraguei num ilhéu de pimenta e coral.

 

 

E os mistérios do verbo, aureolados de espanto,

encontrei-os no enleio em que sou e te canto.

 

 

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

18-19 de Abril de 2011.

Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 01:30
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