Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2011

 

Só as árvores nuas

a tremerem de frio

no vazio

destas ruas.

 

Uma folha esvoaça.

Um fugaz movimento

ou doído lamento

ante a morte que passa...

 

Sob o céu enublado,

só a aragem suspira

resistindo à mentira

dum sossego assombrado.

 

Na parede, cansado,

o relógio parado...

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 7 de Setembro de 1996.


publicado por Do-verbo às 17:15
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