Quarta-feira, 20 de Abril de 2011
        
 
Esta ânsia de eternidade
traz consigo, no bornal,
exactamente o que vale:
uns tostões de caridade.
 
Eu anseio, tu anseias...
E, nesta conjugação,
só o tempo em gestação
eu receio e tu receias...
 
Esta ansiedade entontece!
Vem a noite, cai o escuro...
E, nas sombras, o futuro
só mais ansiedade tece...
 
E sempre nesta ansiedade
de recusa e provação,
negamos a condição
da nossa efemeridade...

José-Augusto de Carvalho
8 de Setembro de 2001.

Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 15:54
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