Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

 

 

Parou o tempo dentro do teu peito.

Morreu o mundo no teu coração.

Sem um adeus, gelado, no teu leito,

só o desgosto da separação…

 

Agora, não é tempo de palavras.

É tarde, muito tarde para nós.

E nem eu quero, agora, mais palavras.

E nem tu ouves mais a minha voz.

 

Tentei amar-te como tu me amaste.

Na perda é que sabemos o vazio

que fica quando já não há mais nada…

 

Perdida flor suspensa de hirta haste,

baloiça na ternura do rocio

da tua derradeira caminhada…

 

 

José-Augusto de Carvalho

17 de Dezembro de 2004.

Viana  * Évora * Portugal

 

Migrando para este novo espaço.


publicado por Do-verbo às 11:14
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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